O caso da morte de Young Dolph chegou ao fim nesta sexta-feira (15), quando Cornelius Smith Jr., um dos acusados pelo assassinato do rapper...
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| Young Dolph | Cornelius Smith Jr. - Fotos: Jordan Spencer | Reprodução / YouTube |
Justiça: Réu confessa participação na morte do rapper Young Dolph e pega 20 anos de prisão.
O caso da morte de Young Dolph chegou ao fim nesta sexta-feira (15), quando Cornelius Smith Jr., um dos acusados pelo assassinato do rapper, se declarou culpado em um tribunal de Memphis.
Assim, o julgamento encerrou o último processo aberto sobre o crime que aconteceu em 2021.
Smith, de 36 anos, aceitou um acordo com a promotoria e admitiu culpa por assassinato em segundo grau. Com isso, o tribunal determinou uma pena de 20 anos de prisão. Além disso, o acordo retirou as outras acusações que ele enfrentava no caso.
Segundo os promotores, a colaboração do réu nos julgamentos anteriores influenciou o resultado.
Antes da sentença, Smith já havia confessado participação no crime e ajudado a condenar Justin Johnson, apontado como o segundo atirador. Durante o julgamento de Johnson, Smith identificou a si mesmo nas imagens de segurança como o primeiro homem a abrir fogo.
Depois, ele confirmou que Johnson era o outro suspeito armado. Ele também declarou: “Eu nem conhecia o Dolph. Me senti idiota. Eu sabia que tinha feito besteira.”
Além disso, Smith afirmou que participou da execução em troca de dinheiro. Segundo seu depoimento, ele recebeu apenas US$ 500 para atirar no rapper. Também disse que Hernandez Govan o recrutou para “executar os assassinatos” e ficaria com parte do pagamento.
No entanto, o júri absolveu Govan no ano passado por falta de provas.
Portanto, a sentença desta sexta-feira fecha a última etapa judicial do caso, quase quatro anos e meio após a morte de Young Dolph. Antes disso, Justin Johnson já havia recebido prisão perpétua por assassinato em primeiro grau.
Dessa forma, todos os processos ligados ao caso já tiveram decisão nos tribunais.
O assassinato aconteceu em 17 de novembro de 2021, quando Young Dolph estava em Memphis para visitar familiares e distribuir perus para moradores da comunidade antes do feriado de Ação de Graças.
Durante a visita, o rapper parou em uma loja de biscoitos que frequentava desde a infância.
Segundo as investigações, dois homens chegaram ao local em uma Mercedes-Benz branca. Em seguida, eles desceram do veículo e abriram fogo contra o artista em plena luz do dia. Como resultado, o laudo médico apontou que Young Dolph sofreu cerca de 20 disparos e morreu dentro da loja.
Além disso, as câmeras de segurança registraram toda a ação. Durante o processo, Cornelius Smith confirmou que era um dos homens armados nas imagens e admitiu participação direta no ataque.
Por isso, o depoimento dele se tornou uma das peças centrais para a condenação dos outros envolvidos.
Segundo a promotoria, o assassinato teve relação com uma rivalidade antiga dentro da cena de rap de Memphis. De acordo com os promotores, Anthony “Big Jook” Mims, irmão de Yo Gotti, colocou uma recompensa de US$ 100 mil pela morte de Young Dolph.
Ainda durante o julgamento, Smith afirmou que, “Eu não sabia de nada sobre a Paper Route ter pessoas marcadas para morrer,” antes de Govan explicar o plano.





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